Ghost

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E quando tudo parecer assustador, triste e horripilante…mude a trilha, a locução e ria da vida.”

Tati Bernardi

”[…] Eu prefiro ter histórias pra contar e como não dá pra fazer rascunho mesmo… Tenho orgulho de ter construído um mundo onde qualquer pessoa, da mais incrível à mais idiota, possa virar personagem. E de ter construído um mundo onde todos os sentimentos viram enredos com trilhas e a direção de arte certa. Dos sentimentos mais banais àqueles que nos fazem querer se rasgar inteira ou abraçar o mundo. Um mundo onde o por acaso, o cotidiano, o qualquer, o cinza, tudo pode ser motivo para gostar mais ou sentir mais a vida. E nesse mundo, onde algumas pessoas acham que eu vivo nua para quem quiser me ver de todos os ângulos e me explorar e me sentir e me provar e me sacanear. Nesse mundo, eu vivo bem escondida e protegida. Ou vocês acham mesmo que eu sou inconsequente e construiria um castelo tão escancarado sem ter pensando na fortaleza perfeita para mantê-lo intacto?”

Tati Bernardi

Não tem o que fazer, não tem o que dizer, não tem o que sentir. Sou uma ferida fechada. Sou uma hemorragia estancada. Tenho medo de deixar sair uma letra ou um som e, de repente, desmoronar.

Tati Bernardi (via verbosaudade)

E o único jeito de ser mais malandra que a tristeza é sendo cínica.

Tati Bernardi (via descuidos-poeticos)

Acontece que agora eu não dou mais o meu melhor pra quem me dá pouco. Não corro atrás de quem não dá um passo por mim.

Tati Bernardi (via eles-e-eu)

Essa sou eu. Andando rápido por aí. Um pouco de olheira. Com uma tromba imensa, pois me protejo de tudo e odeio quem passa por mim. Qualquer esquina pode ser o fim. Andando lenta, a espera da esquina que mude meu caminho e me ajude a ter menos medo.

Tati Bernardi (via quotesetrechos)

Deixa o vento soprar, let it be…

Caio Fernando Abreu (via prosa-poesia)

Ando muito só, um tanto assustado, e com a esquisita sensação de que tudo acabou. Ou pelo menos está se transformando.

Caio Fernando Abreu (via prosa-poesia)

Eu quero alguém que roube o meu tempo.
Como uma canção.
Alguém… só.
Um ladrão.

Quem, sem querer, em qualquer hora, se esbarre em mim.
Alguém que vá até o fim do mundo pra me ver sorrir.
Brinque com o meu cabelo, me ensine a andar de bicicleta, beije a ponta do meu nariz.
Suma por uns dias, e depois apareça.
Alguém sem compromisso, e sem medo.
Sem medo do futuro. E do que aconteça.
Alguém que vá cantar comigo de baixo de chuva, e pisar em cada poça d’água fazendo questão de me molhar mais.
Sem necessidade de rótulos, alguém que vá me ligar na terça-feira de madrugada e dizer que não queria me acordar, ligou só por ligar.
Alguém que vá me levar pra ver o por do sol e segurar a minha mão involuntariamente. Me chamar de boba e rir das minhas manias.
Quem, sem dizer, em qualquer hora, venha fazer carinho no meu rosto e pedir pra entrar na minha vida.

Eu repito, quero alguém sem pressa.
Um ladrão.
Que chegue e cometa apenas…
Um roubo.
Roube, minha tarde, meus pensamentos, meu sorriso.
E até meu coração.

“Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim.”

Clarice Lispector

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